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Vevéio - nota

Ainda não escrevi nada sobre esta lenda viva da cultura interiorana por falta de vontade. Já contei tantas histórias dele que estou tentando resgatar alguma que uma certa parte dos leitores do blog deste nobre cavalheiro desconhecem. Eu ainda não relatei uma que ele deixou um guri orelhudo nu nas ruas de Vendinha. Só preciso me lembrar de mais detalhes deste momento pífio para reproduzir neste modesto espaço. E para isso preciso de tempo. E tempo é algo que ultimamente não tem sobrado a mim. Quem sabe em breve...

- Postado por: Ronan Dannenberg às 19h47
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Tina

Mesmo não sendo um programa muito inteligente, o Gordo a Go-Go (é assim?) é bastante interessante. A produção sempre consegue chamar dois ou mais convidados totalmente diferentes para serem entrevistados pelo já manjado e enjoativo João Gordo. Isso é bem legal, pois o papo entre todos, por incrível que pareça, flui. O último que olhei tinha Oswaldo Montenegro (outra relíquia que andava sumida) e Tina. Lembram dela? Ela participou de um dos Big Brothers, segundo ela o mesmo da Manuela e do Thyrso. A paulistinha maluca bateu panelas no covil da Globo e foi eliminada da casa em duas semanas.

Bem, hoje Vanessa Cristina (este é o real nome da moça) é produtora na Rede TV!. Ela trabalha para o xarope do João Kléber. Foi a boquinha que ela conseguiu após a "fama" que ganhou no reality show. No Gordo, ela estava com um visual meio safari, com algumas pulseiras de couro, colete de fotógrafo e cabelo com finas tranças. Tina esceveu um livro contando os bastidores do Big Brother. Espera vender o suficiente para poder ter uma reserva de bufunfa nos próximos meses.

Na entrevista, relatou que entrou na casa por indicação de um amigo da Globo. Lá dentro, viu uma manipulação total. A voz do além dizia: "lavem os vidros", "caminhem até a pisicina", "comam". Ou seja, o que todos nós já sabíamos.

A conclusão que eu consegui extrair após o que a Big Sister disse é simples. Mesmo ganhando os R$ 500.000,00 você não vai ficar tão famoso, se for esta a sua intenção. Não vencendo o programa, o participante leva uns trocados e fica torcendo para ser convidado para alguma coisa. Se expõe para o Brasil todo, deixa seu corpo e mente serem manipulados pela major da TV nacional e ainda paga um micão. Se bem que R$ 500.000,00...



- Postado por: Ronan Dannenberg às 19h22
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Burocracia, parte II

- Aneel, Luciane, bom dia, com quem estou falando?

- Ronan.

- Poderia me dizer seu sobrenome, Sr. Ronan?

- Dannenberg.

- Poderia soletrar seu sobrenome, Sr. Ronan?

- D, de Dinamarca, A, de Argentina, N, de Noruega, N, de Noruega, E, de Equador, B, de Brasil, E, de Equador, R, de Ronan e G, de gremista.

- Hmmm... seu telefone é 9667...

- Isto.

- O que o Sr. deseja, Sr. Ronan?

- Já entrei em contato com vocês minutos atrás para saber se em algumas cidades do Norte há energia elétrica ou não.

- Ok. Falta somente fazer o pedido, certo Sr. Ronan?

- Acho que sim.

- Bem, me dê o nome das cidades, Sr. Ronan.

Aí listei uma dezena de localidades para a moça. Tive que repetir quase que todas, quando não tive que soletrar.

- Qual seu e-mail, Sr. Ronan?

- lordronan@...

- Possui telefone comercial, Sr. Ronan?

- Sim, 657...

- E residencial?

- 632...

- O Sr. prefere receber a resposta do pedido por e-mail, carta ou telefone?

- E-mail.

- Ok, em até 15 dias o Sr. estará recebendo a resposta. Agora podemos confirmar todas as informações?

- (suspiro) Podemos...



- Postado por: Ronan Dannenberg às 14h52
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Burocracia, parte I

- Aneel, Salete, bom dia, com quem estou falando?

- Ronan.

- Poderia me dizer seu sobrenome, Sr. Ronan?

- Dannenberg.

- Poderia soletrar seu sobrenome, Sr. Ronan?

- D, de Dinamarca, A, de Argentina, N, de Noruega, N, de Noruega, E, de Equador, B, de Brasil, E, de Equador, R, de Ronan e G, de gremista.

- Ok. O que deseja, Sr. Ronan?

- Precisaria de informações sobre algumas cidades para saber se há energia elétrica nelas.

- Ok. Qual seu telefone, Sr. Ronan?

- 9667...

- Ok. Onde o Sr. mora?

- Montenegro, Rio Grande do Sul.

- Ok. Qual o CEP de sua cidade, Sr. Ronan?

- 95780-000

- O Sr. Poderia me fornecer o código do cliente de sua fornecedora de energia?

- Estou na empresa onde trabalho, não tenho este número em mãos.

- Hmmm... Bem, aguarde na linha só um poquinho, Sr. Ronan.

O pouquinho durou 10 minutos.

- Desculpe a demora, Sr. Ronan. Conversei com meu superior e, para eu lhe fornecer as informações é necessário que o Sr. tenha o código do cliente da sua fornecedora de energia.

- Posso retornar a ligação mais tarde?

- Pode, Sr. Ronan.

- Ok, retorno em breve.



- Postado por: Ronan Dannenberg às 16h34
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Por isso que eu gosto de Heavy Metal

Nariz de cera: a medida que o desemprego cresce avassaladoramente, a violência se torna cada vez mais "necessária" para quem não tem outro modo de vida. Em qualquer lugar que estejamos, protegidos ou não, jamais estamos seguros. Quem não caminha no Centro de Porto Alegre olhando para os lados? Quem não evita levar pertences junto a si com medo de algum marginal aparecer e surrupiá-los? Porém, dependendo do tipo do criminoso, alguns artifícios podem combater o instinto do roubo.

Estava eu certa vez no metrô (metrô em São Paulo, aqui é trensurb!) indo em direção à Unisinos. Ainda não cursava Jornalismo, somente fazia inglês no Unilinguas. Minha mente não era muito diferente de agora. Radical em alguns aspectos, vestimenta preta, uma certa antisocialidade. Estava sentada ao meu lado uma senhora, com cerca de 70 anos e, quase que obviamente, curtos cabelos brancos. Usava um leve e bonito casaco de lã azul claro e portava uma bolsa branca, pequena, a qual segurava firmemente entre seus braços.

O surb não estava lotado como costuma estar. Havia poucas pessoas em pé. Eis que, na estação Petrobrás, dois indivíduos invadem nosso vagão. Um deles era negro e vestia um boné preto e camiseta xadrez escura. O outro, branco, estava sem camisa. O de boné sacou uma pistola da cintura e o segundo exibiu um canivete. Alguns gritos, mas a maioria do pessoal parecia estar acostumado com a situação. Já pegavam alguns trocados enquanto o rapaz com a pistola gritava "Isso mesmo! Vão liberando a grana se não levam chumbo!".

Quando o de boné se aproximou do local onde eu e a velhinha estávamos sentados, ele mudou completamente sua atitude. Viu que eu vestia uma camiseta do Metallica (no tempo que eu gostava muito da banda, hoje eles acabaram mas não sabem), uma que atualmente visto para dormir. Ele a visualizou e disse em tom grave para mim:

- Tu não cara! Tu é dos nossos!

Bem, não sabia (e ainda não sei) se fui integrado a um grupo de metaleiros ou a um de marginais. Os indivíduos continuaram coletando fundos até descerem em Esteio. Foi tanto respeito do rapaz que a velhinha não teve nada surrupiado. Ela simplesmente virou para mim minutos depois e perguntou:

- Onde eu compro uma camiseta dessas?



- Postado por: Ronan Dannenberg às 21h53
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*Esse layout é uma criação exclusiva de Bruno Maximus*