A embalagem Muitas vezes julgamos os produtos pela suas embalagens. Mas dois testes, um forçado e outro não, foram feitos por minha pessoa. Na TV, apresentei um frasco pequeno, com um líquido amarelo dentro. A embalagem era de descongestionante nasal, mas dentro havia perfume. Todos pegaram, olharam e até cheiraram. Não descobriram o que era. Muitos julgaram pela embalagem. Ou o perfume era uma bosta. : ) O segundo teste não foi provocado por este nobre cavalheiro. Na aula de Admistraçao de Empresa Jornalística (com o professor cara de sapo e língua presa Paulo Ziegler) havia uma colega com um frasco estranho em sua classe. - Olha aquilo. O que será que é? - pergunta Fernanda, colega de aula e de trabalho. - Que estranho. Não sei o que pode ser. - respondo. - Vai lá e pergunta. - Tô morrendo de curiosidade. - Acho que pode ser liquid paper. E era. Uma embalagem estranha. Era um produto japonês ou chinês, julgando pela escrita contida no rótulo. Moral da história: jamais julgue pela aparência... Dã. - Postado por: Ronan Dannenberg às 00h02 [ ] [ envie esta mensagem ] Encontrando algo que já foi seu Isso geralmente ocorre com carros. Tu compra um, usa e vende. E, por trajetos da vida, encontra ele, com outro dono. Estava eu indo pegar o ônibus que me leva até a Unisinos e me acompanham Patrícia Oliveira (auxiliar de produção da TV) e o mestre Júlio Moraes. Este avistou um Passat 76, azul, 1.5... e disse: - Cara... esse carro... já foi meu... Em uma época muito remota, meu pai tinha um Fusca branco. Devia ser 80 ou 81. Mas tinha um adesivo único, que duvido que outro Fusca branco teria: Mirex-S - este mata mesmo. Era um veneno para formigas. Em um certo dia, na época que eu fazia meu Ensino Médio (na época, 2º Grau) no glorioso São João Batista, estava eu esperando minha condução (nossa, como passo tempo da minha vida em paradas de ônibus. Isso merece um post) quando eu vejo o dito Fusca. Estava igual! E o adesivo colado no mesmo lugar. A sensação é estranha. Ver outro motorista com um carro que foi de seu o de sua família. Parece que o dono atual dirige mal o veículo, que maltrata seu carro. Bom, hoje não tenho encontrado coisas que eram próximas a mim com outros donos. Mas em breve deverei rever "algo" que poderia ser meu. Aliás, pode. - Postado por: Ronan Dannenberg às 23h27 [ ] [ envie esta mensagem ] Um voto por 10 centavos Confesso que eu acreditava que as escolas não faziam mais isso com seus alunos. Não sei de qual instituição se trata, mas estão escolhendo Garotinho e Garotinha 2004. Não me refiro ao evento em si, mas o modo como é feito. Na minha infância, as gurias se esmeravam em vender votos. Assim, a escola arrecadava uns trocados, mesmo que fossem um tanque de moedas. E para minha surpresa, uma menininha de aproximadamente 6 anos me pediu voto enquanto eu estava aguardando o segundo ônibus que preciso pegar para chegar ao meu local de trabalho. O valor: 10 centavos. Vi em sua cartelinha poucas vendas. Nesses tempos bicudos, arrancar 10 centavos de um ser humano é como tirar água de pedra. A pobrezinha não exibia uma grande beleza. Calçava um tênis castigado, a calça era do uniforme da escola, vesita uma camiseta pirata da Seleção Brasileira e exibia um sorriso com uma grande porteira - fase de troca de dentes. No entanto, a menininha era portadora de um atributo fundamental em uma miss: simpatia. Acredito que por esse fundamento, ela mereceu os 50 centavos que a dei. Não sei isso foi fonte de inspiração aos demais que estavam aguardando o mesmo ou outro transporte coletivo, mas acredito que, naquela levada, a futura Garotinha Sei Lá Que Escola conseguiu uns 2 Reais. - Postado por: Ronan Dannenberg às 23h12 [ ] [ envie esta mensagem ] Teletransporte, por favor Deveras é o sentimento forte que consegue reduzir o já tão justo, tão justo, espaço dado a nós para o órgão pulsante. Sentir mãos suaves e delicadas unidas as bem cuidadas (mas brutas) deste nobre cavalheiro é, atualmente, um mérito inalcançável perante ao tamanho do mundo que nos sustenta. Felizes são aqueles que desfrutam de um sentimento menor, mais agregável, de aceitação óbvia. O início foi promissor. O ademais foi turbulento. Mas não teve fim. Se teve, não acredito que tenha terminado daquela ínfima forma. É pífio comentar sobre o que não deu certo. A solução é simples: lutar pelo objetivo traçado. E que, se depender das minhas vontades, será feito o impossível. Não, não se trata da busca pelo impossível. Trata-se de uma galáxia de diferenças. - Postado por: Ronan Dannenberg às 22h52 [ ] [ envie esta mensagem ]
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